Soluções para a poluição plástica de acordo com a ONU

Soluções para a poluição plástica de acordo com a ONU

A poluição plástica emergiu como um dos desafios ambientais mais urgentes e globais, interferindo em ecossistemas marinhos, terrestres e até mesmo na saúde humana. Diante dessa crise, a Organização das Nações Unidas (ONU) desempenha um papel crucial ao definir diretrizes que visam promover soluções para a poluição plástica

Neste texto você vai conferir algumas das abordagens e recomendações propostas pela ONU na hora de enfrentar esse problema crescente, a fim de moldar um futuro mais sustentável e saudável para o nosso planeta. Continue a leitura e veja quais são elas!

Mudança de mercado

Logo nas primeiras páginas do relatório da ONU, intitulado “Desligando a torneira — Como o mundo pode acabar com a poluição do plástico e criar uma economia circular”, a organização sugere três mudanças significativas de mercado no combate à poluição plástica: reutilizar, reciclar e reorientar (ou diversificar)

Reutilizar

A primeira delas, reutilizar, refere-se ao ato de acelerar o mercado de produtos reutilizáveis, para transformar a economia do descarte em uma sociedade de reutilização. Ou seja, criar um ambiente propício para garantir que essa atividade seja feita.

De acordo com o relatório, estudos mostram que os sistemas de reutilização proporcionam a maior oportunidade para diminuir a poluição por plástico — uma redução de 30% até 2040.

Reciclar

Outro ponto importante é investir na reciclagem, transformando-a em um empreendimento estável e lucrativo. Nesse caso, estima-se que a poluição plástica poderia ser reduzida em 20% até 2040.

No entanto, para isso, é necessário uma disponibilidade de matéria-prima que possa ser reciclada e que compita em igualdade de condições com materiais virgens.

Reorientar e diversificar

A respeito de reorientar e diversificar, a ideia é moldar o mercado de alternativas plásticas para permitir trocas sustentáveis, evitando assim uma substituição ilusória, onde há apenas troca, mas não redução de impactos. Ao fazer isso, a poluição seria reduzida em 17% até 2040.

Diretrizes propostas pela ONU

A partir desses três pilares que você acabou de conferir, as seguintes ações devem ser tomadas a fim de amenizar a poluição por materiais plásticos, que é um grave problema ambiental:

Prevenir microplásticos em suas origens

Os microplásticos podem ser primários ou secundários, dependendo da origem. Os primários são aqueles originalmente produzidos ou liberados diretamente no meio ambiente como partículas de tamanho micro, com tamanho inferior a 5 mm. Ao passo que os secundários são fragmentos de tamanho micro originados da degradação de grandes resíduos de plástico em fragmentos menores.

Além de apresentarem um risco ao ecossistema e a saúde humana, uma vez que essas partículas são dispersas e difíceis de recolher,as políticas mais eficazes devem estar centradas na prevenção.

Algumas ações podem incluir a eliminação de microplásticos na origem, utilizando resíduos plásticos como combustível em instalações e aterros projetados.

Proveniente, em grande parte, da abrasão dos pneus, a eliminação dos microplásticos requer, ainda, uma redução da quilometragem automotiva, redesenhando pneus e, consequentemente, uma mudança comportamental. No setor têxtil, a introdução de filtros na lavagem das máquinas também pode ajudar a minimizar a poluição.

 

Identificar ou construir um descarte seguro de resíduos

O relatório aponta que 23% do plástico coletado de produtos de curta duração terminam em lixões.

Logo, é importante que os governos avaliem se as instalações existentes estão disponíveis e são seguras (por exemplo, fornos de cimento) ou se é necessária uma nova capacidade de descarte. Isso favoreceria necessidades de investimento e reduziria o risco de bloqueio.

A coleta e o descarte seguros evitará, por exemplo, emissões de gases do efeito estufa (GEE) e poluição por queima a céu aberto.

A queima de plástico a céu aberto é um dos fatores que colaboram com a poluição.

Eliminar exportações de resíduos plásticos, exceto em situações específicas

Os resíduos plásticos fluem predominantemente de regiões que estão bem preparadas para gerenciar resíduos, mas representa um alto custo para países cujas taxas mais elevadas se deparam com má gestão e capacidades de aplicação inadequadas.

No entanto, alguns destes destinos alternativos também já implementaram restrições, congelamentos temporários ou proibiram a importação de materiais devido ao receio de que os resíduos dos sistemas de gestão possam ficar sobrecarregados pelos volumes que entram no país.

Lidar com a poluição existente

4.900 MMt é a quantidade estimada de plástico que pode ter sido acumulada em aterros sanitários e no meio ambiente desde 1950. O impacto dessa poluição é sentido por todos. E como alcançar a circularidade do plástico levará tempo e compromisso dos produtores, reguladores e consumidores, formas e instrumentos para lidar com essa realidade tornam-se urgentes.

Para enfrentar o desafio de plásticos legados já no meio ambiente, é necessário investir em financiamento para melhorar sistemas locais de gestão de resíduos, bem como meios de subsistência dentro do setor informal.

Uma solução para a poluição plástica baseada no mercado que surgiu é o sistema de crédito para o plástico. Modelados a partir dos créditos de carbono, as empresas  podem adquirir créditos de plástico de desenvolvedores de projetos que envolvem-se com os coletores informais de resíduos. 

Depois, eles pagam quando fica comprovado que os materiais foram impedidos de entrar na natureza ou em instalação de descarte e foram entregues e aceitos por um sistema de reciclagem ou fabricação.

Mudar esse cenário torna-se necessário se a ideia é descobrir como evitar a poluição do plástico. É preciso aplicar soluções que evitem compensações não intencionais, como o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) ou de emissões tóxicas. E todos os pontos apresentados no relatório da ONU auxiliam pessoas e negócios a refletirem sobre as atitudes que têm sido tomadas.

Além disso, torna-se evidente que a ação coletiva é essencial para reverter os danos causados pelos resíduos plásticos. 

Portanto, a implementação rigorosa das diretrizes da ONU, o investimento em inovação tecnológica, a educação ambiental e a promoção de práticas de consumo consciente são peças cruciais desse quebra-cabeça ambiental. A responsabilidade está em nossas mãos para moldar um legado ambiental positivo para as gerações futuras.

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