Descubra as maiores inovações no setor de embalagens

Descubra as maiores inovações no setor de embalagens

Quer descobrir quais são as maiores inovações no setor de embalagens nos últimos tempos e quais as expectativas para os próximos anos relacionadas à produção desse material tão necessário aos diferentes ramos do comércio?

Neste texto você encontra um panorama sobre o que aconteceu e o que está para acontecer na indústria, além das inovações que estão em alta no Brasil e no mundo. Continue a leitura para saber mais!

O setor de embalagens no Brasil

Realizado em 2012 pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e pela FIESP/Deagro, o estudo Brasil Pack Trends 2020 teve como objetivo anteceder, a partir dos indicadores da época, cenários que seriam tendência para o setor de embalagens oito anos depois, com base nos avanços tecnológicos e no desenvolvimento de pesquisas científicas até 2020.

Nele, foi feita uma análise do mercado e dos chamados fatores de conveniência, ou seja, quesitos que influenciam na decisão de compra por parte do consumidor, entre eles:

  • Estética
  • Identidade
  • Segurança
  • Regulação
  • Sustentabilidade
  • Ética
  • Qualidade
  • Novas Tecnologias

Em 2008, a pesquisa registrou que a participação do Brasil em vendas de embalagens em US$ bilhões correspondeu a 3,7%, enquanto que em 2011 foi de 4%. De acordo com o levantamento, a previsão de crescimento, conforme o estudo, era de 6,2% até 2016.

De lá para cá, a Associação Brasileira de Embalagem (Abre) tem registrado o desenvolvimento da indústria de embalagens, sendo que houve crescimento em 2017 de 1,9%; em 2018 de 2,6%; em 2019 de 3,1% e em 2020 de 0,4%. Até que, em 2021, a produção apresentou uma contração de 3%, após quatro anos consecutivos de resultados positivos na produção.

Influência da pandemia

A queda pode ser justificada pelas modificações nas relações de consumo ocasionadas pela pandemia da covid-19, cujas primeiras contaminações aconteceram no final de 2019, mas se estenderam entre os anos de 2020 e 202.

No período, as compras via e-commerce, por exemplo, tiveram um boom significativo. Apenas no Brasil, o faturamento registrado por meio de vendas na internet foi recorde em 2021, totalizando mais de R$ 161 bilhões, um crescimento de 26,9% em relação a 2022, conforme levantamento da Neotrust.

Uma guinada radical justamente no momento em que o ramo enfrentou uma de suas piores crises, por conta da falta de matéria-prima para a produção de embalagens, o que não foi um problema para a Smurfit Kappa, já que somos responsáveis pela produção do nosso próprio papel.

De olho no futuro: inovações no setor

No entanto, mesmo em meio a um cenário difícil, de retração econômica, a indústria de embalagens soube se organizar e tem retomado gradualmente, seguindo com sua missão de gerar empregos e fomentar a tecnologia nacional.

Nesse sentido, de acordo com a Abre, o setor deve alcançar um crescimento de 1,6% até 2024 — número muito influenciado por conta da procura por itens de nicho no que diz respeito às embalagens primárias (ex: sem glúten, sem lactose, menos açúcar, etc) e graças ao aumento do consumo brasileiro.

O mercado de comidas livres de glúten, por exemplo, pode impulsionar o setor de embalagens.O mercado de comidas livres de glúten, por exemplo, pode impulsionar o setor de embalagens.

Em resposta a todas essas mudanças dos últimos anos, agora, as forças estão voltadas para dar continuidade às inovações que foram impulsionadas pela pandemia, mas também por desenvolver ainda mais os níveis de produção.

Listamos a seguir alguns tipos de embalagens inovadoras que já estão sendo estudadas e colocadas em prática no Brasil e no mundo!

Embalagens à base de plantas

A busca por envases sustentáveis, que colaboram com o meio-ambiente, se tornou uma das bases primordiais para os consumidores e, consequentemente, para as indústrias. Um exemplo claro é o surgimento das embalagens à base de plantas.

No mercado, já é possível encontrar soluções feitas a partir de florestas manejadas com responsabilidade.

Embalagens ativas

No caso das embalagens inovadoras para alimentos e outros itens perecíveis, como farmacêuticos, o foco tem sido encontrar soluções que ajudem a prolongar a vida útil daquilo que é comercializado, além das propriedades sensoriais, como aparência, aroma, consistência, textura e sabor.

A ideia tem ganhado respaldo com as chamadas embalagens ativas, que nada mais são do que opções feitas a partir de materiais especiais.

Para isso, o mercado tem utilizado absorvedores de oxigênio ou de umidade, além de agentes antimicrobianos. Uma tendência que pode ganhar ainda mais evidência nos próximos anos e colaborar com a redução de conservantes nos alimentos.

Embalagens biodegradáveis

Ainda no foco de amenizar o impacto ambiental, as embalagens biodegradáveis são uma das tendências mais promissoras para fazer valer essa ideia, pois conseguem reduzir o desperdício sem que o desempenho seja comprometido.

Atualmente, é possível opções produzidas a partir de matérias-primas como plásticos à base de plantas e papelão feitos de materiais de origem responsável.

Fortes e duráveis, elas também podem ser compostáveis ​​ou recicláveis. A tendência é de que se tornem ainda mais populares nos próximos anos!

As embalagens biodegradáveis são uma forma de reduzir a poluição.

Embalagens comestíveis

No setor de alimentos, uma inovação no mundo das embalagens que merece atenção são as comestíveis que, assim como o próprio nome sugere, podem ser ingeridas pelo consumidor.

A ideia é fazer uma substituição criativa e consumível do plástico. Pesquisadores da Embrapa desenvolveram uma película feita de tomate que envolve a pizza, por exemplo. Quando o alimento é colocado no forno, se incorpora e vira parte da refeição.

Da mesma forma, estudos têm sido feitos a partir de alimentos, como cogumelos, algas, leite, entre outros.

O melhor de tudo isso é que são alternativas biodegradáveis. Se não forem consumidas, não levarão o mesmo longo período para se decompor como acontece com algumas matérias-primas mais convencionais.

Embalagens impressas em 3D

A impressora 3D costuma ser utilizada no setor de embalagens para ajudar a gerar protótipos de demonstração para o cliente que busca uma solução ideal para o seu produto. Mas, em um futuro não muito distante, a premissa é de que a tecnologia passe a fazer parte do processo final de criação.

Por permitir um grau de flexibilidade que os métodos de embalagem tradicionais não costumam oferecer, como desenhos intrincados e formas incomuns, tem a vantagem de ser mais rápida e com melhor custo-benefício.

Embalagens plantáveis

Outra proposta inovadora são as embalagens plantáveis. A ideia é interessante, pois faz com que as empresas elevem o compromisso sustentável, e insere o consumidor nesse processo de transformar o mundo em um lugar melhor.

Nas Filipinas, por exemplo, foi projetado um modelo feito a partir de um papel produzido com folhas descartadas de abacaxi. Sementes não invasivas foram incorporadas ao material, possibilitando que um novo ciclo se inicie ao plantá-lo. A tinta utilizada também é orgânica.

Aqui no Brasil, uma alternativa comum é a inserção de sementes de hortaliças e flores, como rúcula, manjericão e girassol, em papel biodegradável.

No Brasil, algumas embalagens acompanham sementes de flores e hortaliças para plantio.

Internet das embalagens (IoP)

Você já ouviu falar na Internet of Packaging (IoP) ou, em bom português, Internet das Embalagens. A nomenclatura é inspirada na Internet of Things (IoT) — Internet das Coisas — e diz respeito à forma como as embalagens podem se comunicar com o mundo externo por meio de scanners e dispositivos móveis.

A partir de uma plataforma SaaS baseada em nuvem, por exemplo, é possível rastrear os pacotes individuais. As embalagens inteligentes utilizam chips Near Field Communication (NFC), etiquetas inteligentes, RFID e códigos QR — características que garantem proteção, autenticação e conexão.

No e-commerce, essa inovação ajuda no rastreio das instalações do fabricante, depósito, depósito do remetente, parceiro de entrega e até o cliente final.

Avaliado em US$ 19,8 bilhões em 2021, esse mercado deve atingir cerca de US$ 47,8 bilhões até 2030, de acordo com o relatório Internet Of Packaging Market da Predence Research.

Embalagens com nanosensores

No estudo Aplicação da Nanotecnologia em Embalagens de Alimentos explica-se que “o conceito de nanotecnologia foi introduzido por Richard Feynman em 1959, num encontro promovido pela American Physical Society, sendo considerado um campo multidisciplinar da ciência, com grande potencial de aplicação tecnológica”. 

Ainda que dados científicos sobre essa inovação estejam sendo levantados, acredita-se em uma realidade na qual as nanopartículas serão usadas para criar embalagens impermeáveis ​​à água e ao ar, sendo ideais para preservar itens mais sensíveis, como alimentos e eletrônicos, por exemplo.

Além disso, elas também podem ajudar a facilitar o processo de reciclagem, sendo mais uma alternativa sustentável para o meio-ambiente, além de gerar embalagens autorrecuperáveis. Possuem maior rapidez de detecção de alterações ambientais ou contaminação; maior simplicidade, bom custo-benefício e menor requerimento de energia.

Estuda-se a possibilidade das nanopartículas serem usadas para criar embalagens impermeáveis ​​à água e ao ar.

Embalagens personalizadas

Por fim, quando o assunto é inovação no setor de embalagens, não poderíamos deixar de falar delas, as embalagens personalizadas! E vale lembrar que a personalização vai muito além de se preocupar apenas com a identidade visual da caixa, mas considerar que haja um propósito e, é claro, que o objeto transportado chegue intacto e com segurança até o consumidor.

Por isso, é cada vez maior o desejo das marcas de investir em embalagens que refletem autenticidade, proteção e singularidade.

Essa vontade abre espaço para que as empresas do setor, como a Smurfit Kappa Brasil, possam desenvolver pesquisas e ferramentas inovadoras conforme novas demandas surgem.

Considerada uma das cinco empresas de embalagens mais inovadoras do Brasil na categoria de Papel e Celulose, algumas das soluções disponíveis para a criação de embalagens personalizadas oferecidas pela Smurfit Kappa Brasil e que exemplificam essa tendência de “criação regida pela inovação” são:

Paper to Box

Software que seleciona e cria a composição de papéis mais adequada para atender ao desempenho de embalagem necessário.

PackExpert

Responsável por calcular a força exata necessária para um pacote, levando em conta todas as restrições físicas na cadeia de suprimento, incluindo: transporte, armazenamento, manuseio, condições de temperatura, níveis de umidade, etc.

Innobook

Considerado um centro de ideias criativas, o Innobook é um banco de dados exclusivo dos mais recentes designs de embalagens, com contribuições de mais de 1000 designers em 35 países.

Store Visualizer

O Store Visualizer traz um novo tipo de realismo aos protótipos de embalagens à medida que são colocados e simulados em tempo real em uma loja virtual em 3D, possibilitando enxergar em tempo real como os modelos de embalagem serão exibidos no ponto de venda.

Shelf Viewer

Shelf Viewer é um banco de dados de imagens de embalagens prontas para prateleira, exibidas na prateleira. Com mais imagens adicionadas todos os dias, em todos os países e segmentos.

Ainda que o relatório brasileiro Brasil Pack Trends 2020 tenha sido lançado há mais de uma década, as inovações apontadas para o setor de embalagens nos próximos anos confirmam que as premissas seguem se baseando em quesitos como estética, sustentabilidade e novas tecnologias.

Acontece que, agora, há um senso de urgência na indústria em fazer valer e proporcionar isso tanto para marcas quanto para os consumidores finais.

Gostou deste texto? Acesse o blog da Smurfit Kappa Brasil e confira uma série de outros conteúdos sobre embalagens, produtos e serviços, sustentabilidade e muito mais!



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