Saiba qual a diferença entre economia linear e economia circular

Saiba qual a diferença entre economia linear e economia circular

As preocupações sociais estão passando por transformação. A questão ambiental e o sentimento de pertencimento são algumas das pautas que ficaram ainda mais evidentes após a pandemia da Covid-19. 

 

Com isso, novas formas de gerir um negócio têm se tornado cada vez mais evidentes.  A economia circular, por exemplo, promete substituir o modelo tradicional. Mas uma dúvida que segue sendo bem comum é qual a diferença entre economia linear e economia circular na prática.

 

Se você deseja entender melhor sobre o assunto, siga com a leitura deste texto e descubra a diferença entre ambas, assim como os efeitos de cada uma delas para a sociedade, as empresas e, é claro, o meio ambiente. Boa leitura!

 

Economia linear

Você já ouviu falar no chamado Problema de Escassez? Ele é uma teoria econômica que alega que “os recursos existentes são finitos (mão de obra, matérias-primas, etc), ao passo que os desejos humanos são infinitos, ilimitados.

 

Sendo assim, subentende-se que nós, humanos, somos impulsionados constantemente pelo consumo, muitas vezes ignorando as consequências dele.

 

Mas o que a economia linear tem a ver com isso? Acontece que, nela, a cadeia produtiva visa apenas extrair recursos, produzir bens e descartar os rejeitos. Portanto, ela colabora com o adiantamento do já previsto esgotamento de recursos essenciais à manutenção da vida, como a água.

 

Em muitos lugares, a contenção de recursos naturais, como a água, já é uma realidade.

 

Contudo, por mais negativo que seja, esse modelo é o mais enraizado na economia mundial.

 

A ideia de que os bens não foram feitos para durar é sustentada por esse modelo econômico: eles quebram facilmente, possuem obsolescência programada e são facilmente descartados — muitas vezes, de forma errônea, queimados ou abandonados em depósitos de lixo, prejudicando solos, oceanos e a atmosfera.

 

Com isso, há uma alta volatilidade dos preços, ou seja, eles aumentam com frequência. Sem falar que há uma interdependência, ou seja, a necessidade de muitos produtos contarem com uma matéria principal, como o petróleo, para a produção — se um dia ele acabar, esses itens deixarão de ser produzidos.

 

A economia linear é insustentável. A consequência do descarte afeta diretamente a questão do lixo e a propagação de doenças e pobreza nos aterros e lixões. É necessária sua substituição.

 

Economia circular

Já ao procurar por uma definição de economia circular, é possível notar que todas elas fazem associação do termo a um desenvolvimento econômico cuja existência seja focada em uma utilização consciente dos recursos naturais, visando preservar, otimizar e estimular o ecossistema.

 

O conceito que nasceu nos anos 1970, mas ganhou força apenas nos anos 1990, se tornou pauta e uma necessidade diante das alterações climáticas que o mundo tem enfrentado com ainda mais evidência nas últimas décadas.

 

Para isso, novas ferramentas e formas de produzir começaram a ser criadas com foco em eliminar a geração de resíduos, seja no setor público ou privado. 

 

O incentivo à adoção de energias renováveis, como no caso da fotovoltaica, produzida a partir da luz solar, é um exemplo prático de ação proposta pela ideia de economia circular.

 

Uma das soluções para amenizar o impacto de usinas hidrelétricas, é a adoção de placas fotovoltaicas. 

 

Princípios da economia circular

Referência no assunto, a Ellen MacArthur Foundation foi projetada para levar a economia circular e sustentabilidade ao mundo, além de realizar pesquisas sobre os benefícios dessa estrutura na contenção das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade, geração de resíduos e poluição.

 

De acordo com a fundação, são três as atitudes que baseiam a economia circular:

 

1. Elimine o lixo e a poluição

O primeiro princípio da economia circular é eliminar o desperdício e a poluição. Atualmente, nossa economia funciona em um sistema de “pegar-fazer-resíduos”. 

 

Pegamos matérias-primas da Terra, fazemos produtos a partir delas e, eventualmente, as jogamos fora como lixo. 

 

Grande parte desses resíduos acaba em aterros sanitários ou incineradores e são perdidos. Este sistema não pode funcionar a longo prazo porque os recursos em nosso planeta são finitos.

 

2. Circular produtos e materiais (no seu valor mais alto)

O segundo princípio da economia circular é circular produtos e materiais em seu valor mais alto. Isso significa manter os materiais em uso, seja como produto ou, quando não puder mais ser utilizado, como componentes ou matérias-primas. Desta forma, nada se torna desperdício e o valor intrínseco dos produtos e materiais é mantido.

 

Existem várias maneiras de manter produtos e materiais em circulação e é útil pensar em dois ciclos fundamentais — o ciclo técnico e o ciclo biológico. 

 

No ciclo técnico, os produtos são reutilizados, reparados, remanufaturados e reciclados. No ciclo biológico, os materiais biodegradáveis ​​são devolvidos à terra por meio de processos como compostagem e digestão anaeróbica.

 

3. Regenerar a natureza 

O terceiro princípio da economia circular é regenerar a natureza. Ao passar de uma economia linear para uma economia circular, apoiamos os processos naturais e deixamos mais espaço para a natureza prosperar.

 

Ao mudar nossa economia de linear para circular, mudamos o foco da extração para a regeneração. Em vez de degradar continuamente a natureza, construímos capital natural. Empregamos práticas agrícolas que permitem à natureza reconstruir os solos e aumentar a biodiversidade e devolver materiais biológicos à terra. Atualmente, a maioria desses materiais são perdidos após o uso e a terra usada para cultivá-los está esgotada de nutrientes.

 

Se passarmos para um modelo regenerativo, começamos a emular sistemas naturais. Não há desperdício na natureza. Quando uma folha cai de uma árvore, ela alimenta a floresta. Por bilhões de anos, os sistemas naturais se regeneraram. O lixo é uma invenção humana.

 

Diferença entre economia circular e linear

Em suma, a diferenciação entre economia circular e a liminar se dá por uma simples premissa.

 

Enquanto a primeira, respectivamente, se preocupa em exercer práticas sustentáveis, avaliando e tendo consciência do impacto que causa no espaço em que está inserida e, consequentemente, no mundo, a outra continua seguindo modelos que ignoram completamente essas questões — focando apenas no produzir e lucrar. 

 

Na circularidade, a utilidade de um objeto pode ser revista, não existe desperdício. Enquanto que na linearidade, ele deve ser apenas substituído por um novo.

 

A economia circular se diferencia da linear por pensar no amanhã.

 

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